Sim. Para viajar à Europa do Tratado de Schengen, que reúne a maioria dos países do continente, como França, Itália, Espanha, Portugal e Alemanha, o seguro viagem é obrigatório, com cobertura mínima de 30 mil euros para despesas médicas e hospitalares. Sem a apólice, você pode ser barrado na imigração. E o custo é menor do que a maioria imagina: para uma viagem de 10 dias, um seguro que cumpre a exigência de Schengen parte de cerca de R$ 150, variando conforme a idade e a cobertura escolhida. A seguir, o que a lei exige, quanto custa por perfil e o que vale contratar além do mínimo.

O seguro é obrigatório em toda a Europa?

A obrigatoriedade vale para os países de Schengen. Estão nele destinos como França, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Grécia, Holanda, Áustria e Suíça, entre outros. Reino Unido e Irlanda ficam de fora do acordo e não exigem seguro por lei. Ainda assim, um atendimento médico nesses países pode custar dezenas de milhares de reais, então a recomendação de contratar continua de pé.

Qual a cobertura mínima exigida

O centro do seguro é a cobertura de despesas médicas e hospitalares (DMH). É ela que responde por consultas, exames, internação e remoção em caso de emergência. Para Schengen, o piso é de 30 mil euros de DMH. As demais coberturas (bagagem, cancelamento, atraso de voo) são complementos importantes, mas secundários diante do risco de uma emergência de saúde longe de casa.

Quanto custa o seguro viagem para a Europa

O preço acompanha a duração da viagem, a idade do viajante e o nível de cobertura. Estas são as faixas de mercado para 2026:

Duração Cobertura Schengen (30 mil €) Cobertura ampliada (60 mil € ou mais)
7 dias R$ 100 a R$ 200 R$ 200 a R$ 350
15 dias R$ 200 a R$ 400 R$ 400 a R$ 700
30 dias R$ 400 a R$ 800 R$ 700 a R$ 1.400

Valores estimados por viajante. Idade acima de 70 anos aumenta o prêmio, e atividades como esqui exigem cobertura específica de esportes.

Vale a pena contratar mais que o mínimo?

Os 30 mil euros cumprem a lei, mas cobrem apenas o básico. Recomendamos a partir de 60 mil euros para mais tranquilidade, porque uma internação com cirurgia consome os 30 mil rapidamente. Além do valor da DMH, vale olhar cobertura odontológica, reembolso de farmácia, bagagem e cancelamento de viagem. A diferença de preço entre o mínimo e uma boa cobertura costuma ser pequena perto do que ela protege.

O seguro do cartão de crédito serve para a Europa?

O seguro do cartão pode ser um bom ponto de partida, mas exige atenção a três pontos: ele precisa atingir os 30 mil euros de Schengen, você precisa ter comprado a passagem com aquele cartão, e o benefício precisa ser ativado antes da viagem. Muitos cartões não alcançam a cobertura mínima ou trazem regras que a imigração não aceita. Para Schengen, o caminho mais seguro é a apólice dedicada, com a carta de confirmação em mãos.

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